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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Adeus, Harry Potter

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Em 1997 um livrinho, quase despretensioso, chegou às livrarias inglesas. Harry Potter e a Pedra Filosofal era o primeiro capítulo de uma série que contava a saga de um jovem (bem jovem) que descobre ser bruxo – não vou me entranhar na história porque todo mundo já meique sabe, né? Se não souber, clica aqui ó.

14 anos depois, a saga de Harry Potter chega “ao fim”. A série, de 7 livros, deixou de ser publicada em 2007, mas os fãs ainda acompanhavam as aventuras de Harry e seus inseparáveis amigos Rony e Hermione nas telas do cinema. Mesmo sabendo de cor e salteado todas as falas dos livros, milhões de pessoas foram aos cinemas e se emocionaram com as adaptações.

Publicado em 67 línguas, a série Harry Potter já vendeu mais de 450 milhões de exemplares, e provavelmente venderá muito mais, já que a saga criada pela inglesa J.K. Rowling tem apelo para renovar seu público durante muitos e muitos anos. Meique como um Senhor dos Anéis para as novas gerações.

No cinema, os sete primeiros filmes (o último livro foi dividido em duas partes), renderam mais de 7 bilhões de doletas, se tornando a franquia cinematográfica mais rentável da história da sétima arte, deixando para trás gigantes como O Senhor dos Anéis e Star Wars.

Não é estranho ver, nas salas de cinema, gente grande, adulta já, se debulhando em lágrimas ao ver, na tela, o que já leu nos livros. Harry Potter significa infância para a maioria de nós, que estamos aqui pela casa dos 25 anos. Quem não entende o fenômeno provavelmente não o acompanhou por dentro ou o ignorou por completo. HP é, de fato, uma série que nos acompanha há 14 anos, sem parar. Quando o último filme terminar, será o fim de uma era. Porque por mais que, ok, eu ainda consigo assistir meus filmes de infância e meus desenhos animados. Ainda vejo Pica-Pau, Pernalonga e Branca de Neve. Ainda assisto Free Willy e me emociono.

Mas nenhum desses títulos nos “acompanhou” como Harry Potter. Crescemos com Harry. Muitos de nós tinham exatamente a mesma idade que ele (11 anos) quando leram o primeiro livro. Muitos demos nossos primeiros beijos e nos apaixonamos pela primeira vez ao mesmo tempo em que Harry se encantava pela Cho (vagabunda!) e Rony e Hermione não entendiam seus sentimentos um pelo outro.

Harry nos acompanhou e agora nos deixa. Mas leremos mais vezes os livros, assistiremos aos filmes novamente e nos emocionaremos toda vez que o “bruxinho” atravessar a plataforma 9¾ da Estação King Cross.

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Adeus, Harry

Nós Vimos: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2


Acabou. Uma década se passou após o lançamento do primeiro filme e testemunhamos
a evolução de uma ótima saga cinematográfica e o crescimento de seus jovens atores não só fisicamente, mas como artistas. E finalmente chegamos ao capítulo final, que com certeza vai emocionar até os menos fanáticos.

Diferente do seu antecessor, esse filme é mais calcado na ação física do que na ação
psicológica devastadora da Parte 1.

O filme começa exatamente onde seu antecessor nos deixou: Harry e seus amigos têm que achar as outras Horcruxes (objetos que contêm pedaços da alma de Voldemort) e destruí-las, por isso voltam à Hogwarts, que agora tem o sempre misterioso Snape como Diretor. E isso é o máximo que falarei da história, pra não estragar as surpesas e “twists” que o filme reserva.

David Yates acerta mais uma vez na direção, ao retratar o cansaço e angústia dos
personagens principais nesse universo agora sombrio. Até os momentos que contêm certas pitadas de humor são passageiros e logo substituídos por uma nova ameaça.
Já a fotografia de Eduardo Serra mais uma vez traz o cinza predominante do seu antecessor, tendo somente cor vívidas em cenas de Flashback.

A produção e os efeitos visuais mais uma vez não decepcionam. Aliás esse sempre foi um dos grandes méritos de toda a série: Apesar de ter vários filmes dirigidos por pessoas diferentes, os filmes parecem ter uma unidade só quando se trata em produção, efeitos e direção de arte.

As atuações também são ótimas, principalmente a de Alan Rickman (Snape) que sempre
rouba a cena quando entra em quadro, graças à ambiguidade do personagem concebido pela Rowling.

Mas apesar de todas essas qualidades, o filme tem sim algumas falhas, que o impedem de torná-lo o melhor da série. Há certas passagens do roteiro (não irei descrever) que deveriam trazer um maior impacto/abalo emocional, mas elas são explorados de forma bem superficial, o que é um grande pecado por se tratar do capítulo final da série e também por serem eventos de grande importância para alguns personagens.

Mas isso não é o suficiente para estragar a narrativa e desprender o espectador do filme.

A cena final é excelente dando um tom de continuidade não apenas para os personagens, mas para os espectadores que podem “compartilhar a magia” com seus filhos, netos e bisnetos no futuro, mas que acaba sendo triste por sabermos que depois de uma década, estamos dando um adeus à Hogwarts e aos personagens que cresceram com a gente.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Assistimos primeiro: Harry Potter e as Relíquias da morte – Parte 1

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Antes de mais nada, é preciso dizer que, embora eu goste muito de Harry Potter, só li até o quarto livro da série. Por isso mesmo, analiso os livros e os filmes como todos deveriam analisar: duas obras à parte.

Esse é o grande pecado da franquia. Por ser uma história muito longa, os filmes acabam se perdendo na falta de tempo, e um grande buraco negro se forma em volta deles. Há os fãs que argumentam: "ah, mas é porque você não leu o livro". Nonsense. São dois produtos independentes, e deveriam funcionar assim.

Mas ao contrário dos outros, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 ganhou sua merecida importância. Tanto que foi divido em duas partes, para um desfecho mais detalhado e objetivo.

E funciona. Aquele ritmo acelerado que estávamos acostumados foi embora, dando lugar a espaços de tempos muito mais lógicos, que permitem não apenas ações mais trabalhadas, mas também alívios cômicos que não podiam existir anteriormente. A cena em que vários "Harry Potters" contracenam juntos e a cena em que os três principais (Hermione, Harry e Ron) incorporam outros personagens são bons exemplos disso.

Com direito a lutas muito mais violentas, mais sangue, mais sustos e até uma ceninha de nudez, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 é um excelente filme. Como era de se esperar, acabou em um momento épico, com aquela vontade de assistir a Parte 2 right now. Mas essa, só ano que vem.

 
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