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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

5 Luxos e 1 Lixo - Melhores do Ano por Mell

Eu sofri pra escolher apenas 5 de cada, mas depois de muito sacrifício, consegui riscar alguns e fazer minha lista de melhores do ano. Eu sei que vai ter protestos e chiados, mas é isso aí.

CDS DO ANO

Tonight: Franz Ferdinand
Eles continuam fazendo o que sempre souberam fazer: música pra dançar. E com direito a clipes excelentes pra acompanhar.




Arctic Monkeys - Humbug
Menos na pista de dança, mais no fone de ouvido. Esse álbum mostra claramente um amadurecimento musical da banda, na medida certa e na hora certa.




Black Eyed Peas - The Energy Never Dies
E eu que tinha medo deles não voltarem mais. Eu sei que você não aguenta mais vídeos do Youtube com I Got a Feeling, nem toques de celular com Boom Boom Pow, mas vamos reconhecer: o album ficou foda.



Vast - Me and You
Vast foi uma das melhores coisas que aconteceram no meu ano, musicalmente falando. Sabiamente apresentada pelo meu querido namorado, cada música é de um jeito. Todas são excelentes.



Regina Spektor - Far
Não é atoa que ela é o artista mais tocado do meu last.fm. Desde 2006 eu vinha esperando uma volta triunfante da dona Respekt, e ela atendeu todas as minhas expectativas. Como sempre.



CD LIXO DO ANO

Shakira - She wolf
Cadê a latinidade? Cadê o ritmo caliente? Shakira conseguiu perder toda a sua identidade musical com esse novo CD. E ela UIVA. Preciso falar mais?



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BANDAS DO ANO

Anjulie
Mocinha canadense que eu já conhecia por causa do Aurgasm, mas que só lançou o CD esse ano. Bom de escutar dançando, bom de escutar parada.




Them Crooked Vultures
Eu sempre disse: da mistura de músicos experientes como Dave Grohl (Foo Fighters), Josh Homme (QOTSA) e John Paul Jones (Led Zeppelin) só podia sair coisa boa. Ganha disparado de qualquer coisa que tenha sido lançada esse ano.

The xx
Ingleses que não fazem música de ingleses. Pessoas novinhas que fazem música de pessoas nem tão novinhas. Não tenho muito o que falar. É pra dar play e esquecer da vida.


Plastiscines
Mais uma das 390 bandas excelentes que eu conheci por causa da trilha sonora de Gossip Girl. Meninhas francesas que sabem se vestir bem e que me fazem querer dançar o tempo todo.


Lady Gaga
Precisa falar? 2009 foi o ano dela. Toda hora tinha um hit estourando, um clipe bizarro, ou um figurino pior ainda. Lady Gaga não saiu da mídia nunca. E super mereceu, porque apesar da sua extravagância, ela é uma fábrica de hits. E de hits bons.

ARTISTA LIXO DO ANO

Taylor Swift
Não fosse o Kanye West, você nunca ouviria falar dessa mocinha. E depois do incidente, nunca mais ouviu falar também. Ela não mudou sua vida em nada. Água de batata de 2009.


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FILMES DO ANO

Bastardos Inglórios
Todo o desprezo que eu sentia pelo Tarantino foi dissolvido com esse filme. É foda, foda foda.





O Anticristo
Valeu a espera por um novo filme do Lars Von Trier. Valeu demais. É o filme mais perturbador do ano. Muito, muito bom.




Star Trek
Eu nunca fui nerd/maluca fã de star wars ou de star trek, e sempre me caguei não dava muita importância pra nenhum dos dois quando era criança. Mas em se tratando dos novos, enquanto em Star Wars o único filme que eu tentei ver eu dormi, em Star Trek nem o olho eu pisquei.


O Menino do Pijama Listrado
Se o livro já me deu um nó na garganta, vocês imaginem o filme. Nunca antes na história desse país eu chorei tanto por causa de uma obra cinematográfica. E olha que eu choro até em filme de ação.



Quem quer ser um milionário?
Eu já era fã do Dev Patel desde a época em que ele fazia Skins. Vi esse filme umas três vezes seguidas, ri e chorei em todas. Não ganhou o Oscar à toa.




FILME LIXO DO ANO

Do começo ao Fim
Desperdício
de
dinheiro
do começo ao fim.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Melhores do ano por Laranja

Dando continuidade às nossas listas pessoais de melhores do ano, aqui vai a minha. Pra quem me conhece um mínimo, a lista é meio prevísivel, mas né, fazer o que?

I. MÚSICA

Marilyn Manson e Rihanna entraram numas de depressão discos medianos, porém muito bons, se é que vocês me entendem. Pitty lançou um disco acima da média, Beyoncé fez clipes mwaravilhos e oi? Lady GaGa ganhou meu coração, com seus 91139004 singles e The Fame Monster, seu segundo disco.



II. CINEMA

Olha, Watchmen é o filme do ano por ser, simplesmente, a MELHOR adaptação de quadrinhos para cinema desde sempre. Desde a trilha sonora, com Bob Dylan e talz, até o visual, perfeito até falar chega. Quem não viu porque achou nerd demais, perdeu. E quem é fã de quadrinhos e viu, ganhou uma vida nova. A adaptação modernosa de Star Trek também me ganhou fácil, e Do Começo ao Fim leva o prêmio de pior dinheiro gasto do ano, porque né?



III. INTERNET

O ano foi do Twitter, mas Sthefany (abaixo o Ximbication) e o novo Orkut chamaram bastante a minha atenção.

IV. TELEVISÃO

Sou super chegado num produto nacional, então, o melhor do ano fica com Ó Paí Ó, e Aline, séries de alto nível qualitativo, e A Favorita, melhor novela das oito em alguns bons anos.



Minhas apostas, sinceras, pra que 2010 seja um ano melhor que esse, e APOSTO que a Christina Aguilera vai voltar com um disco bafônico, como só ela sabe fazer. Um beyjos, e feliz ano-novo, Laranja.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

1 pinto + 1 pinto...

Do Começo Ao Fim merece um pouco de crédito. Pela coragem de abordar temas complicadíssimos (a homossexualidade e o incesto) numa indústria cultural delicada e preconceituosa como a brasileira. Merece também uma salva de palmas por ter conseguido fazer uma campanha de divulgação excelente e conseguir se inserir não só no circuito independente, mas também no convencional e encher as salas de cinema (pelo menos nas primeiras exibições). Ponto. Os elogios param por aí.

O filme se propõe a contar a história “polêmica” de dois meio irmãos que se apaixonam e vivem um tórrido romance. Até aí, beleza. Aliás, beleza o caralho. Irmãos? Se apaixonam? Gays? Se a história fosse com um casal hétero, o buraco já seria mais embaixo. Como é gay, complica ainda mais. Simplesmente porque o mundo homossexual lida com inúmeras pressões o tempo todo. Ser gay e ser aceito, não é uma coisa “normal”, “fácil” e “tranquila”. A impressão que Do Começo Ao Fim passa é que é muito fácil pra sociedade em geral aceitar e conviver com um casal homossexual (formado por oi? dois irmãos). A história não tem nenhum, veja bem, NENHUM ponto de conflito. Em nenhum momento os dois são questionados sobre suas sexualidades, sobre o relacionamento entre eles, sobre nada. Todo mundo aceita, passivamente (opa), a relação dos irmãos. Inclusive eles.

As pessoas que começam a questionar isso (a mãe e o pai do filho mais velho), mas que “esperam o momento certo para falar sobre um assunto tão delicado e pessoal”, morrem logo no começo da trama. O pai do filho mais novo, ao invés de repreender as crianças por maus comportamentos (não necessariamente ligados a sexualidade), apenas os deixa viver. E após a morte da esposa, deixa os dois sozinhos em casa, para morarem juntos, porque “já estava na hora de os dois ficarem a sós”.

Tá, podem dizer que as pessoas aceitam mais facilmente porque são só meio irmãos, mas não aceito a desculpa. É tudo muito lindo, muito fácil e muito comercial de margarina. O roteiro é completamente inconsistente e não chega a lugar nenhum, não toca no ponto principal (pelo menos o que foi anunciado), que é o tal incesto, e a platéia fica lá, a ver navios. Ou melhor, a ver pintinhos. Não dá pra negar que os dois atores são muito bonitos, malhados, depilados e simpáticos, mas usar e abusar de cenas dos dois pelados me cheirou a apelação e chamariz fácil e fraco pro público gay. Atenção para a vergonha alheia na cena onde os dois “dançam” tango nus. Como bem colocou (ui) o Fernando, do Meio Interessante, “é piroca show gratuito”. Gostei de ver dois homens lindos se pegando em tela grande? Adorei, mas sem contexto, sem conteúdo, prefiro ir ali no X-Tube e assistir um pornô completo, pelo menos é explícito.

Como diria o Chaves: "Teria sido melhor ir ver o filme do Pelé"


Isso, isso, isso!

 
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