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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Assistimos antes: “Namorados Para Sempre”

Poster_NamoradosparaSempre.indd“Casados há vários anos e com uma filha, Cindy e Dean passam por um momento de crise, vendo o relacionamento ser contaminado por uma série de incertezas. Dispostos a seguir em frente, os dois tentam superar os problemas, buscando no passado e no presente os motivos que o mantiveram unidos até este momento e os fizeram se apaixonar um pelo outro.”

Cindy (Michelle Williams – se lembram da malvada de Dawson's Creek?) e Dean (Ryan Gosling) arrasam nos papeis.

A mudança física e psicológica dos personagens é incrível. Nota 10 neste quesito.

Os detalhes, as frases prontas, as cores e a naturalidade do casal. Tudo lindo.

De Namorados Para Sempre, só o titulo. Na minha opinião, pecaram feio na tradução. O título original é “Blue Valentine”, e Blue passa a idéia de algo “morno”, “chato”, “enjoado”. “Blue Valentine” é aquela fase do relacionamento que as coisas estão “blues”.

Portanto, mocinhas, não se enganem e nem arrastem os namorados e noivos para uma lavagem cerebral daquelas que comédias românticas prometem fazer nos apaixonados. Esse, definitivamente, é o romance mais cru dos últimos tempos. Mocinhos: se esqueçam dos clichês e do sentimentalismo. Esqueçam a promessa de beijos apaixonados e amor eterno. O filme é um infinito de perguntas e respostas e é quase impossível sair do cinema sem um nó bem dado na garganta.

Namorados para Sempre me cativou no trailer, mas durante o filme me perdeu aos poucos. Tenho a sensação de que mulheres vão ao cinema assistir um romance para se iludirem. Não fujo à regra. Assistir a realidade, o difícil, o chato do relacionamento, a gente deixa para a vida real. Já os homens, nos acompanham nas comédias românticas porque salvam as cenas engraçadas e bobas, que fogem do melodramático. Vou avisando: me desiludi e o cara que estava sentado ao meu lado, pouco riu.

Namorados para Sempre - capasbr

O filme é um soco no estômago muito bem dado. Tão bem dado que observei casais saindo em um silêncio incômodo do cinema.

O interessante aqui é a forma como nos envolvemos na história dos personagens. Da cadeira de trás escutei: “Como assim ela está negando sexo para ele? Isso é um absurdo!”, da cadeira da frente: “Ele é um idiota. Já teria me separado há muito tempo”.

Termino o texto sem contar muito porque perde a graça e com uma frase do filme que me tocou: “Como confiar nos sentimentos se eles simplesmente desaparecem?”.

Me diz, como?

Por Marcella Brafman.

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