Todd Phillips não entende o barato da própria despretensão. O cara quando acerta em deixar os homens como babacas divertidinhos em Dias Incríveis, logo em seguida quase se leva à sério com Starsky & Hutch. Depois, não entende o próprio sucesso com Se Beber Não Case e faz Se Beber, Não Case! Parte II.
O que acontece é o seguinte: Na primeira parte, lá do longínquo ano de 2009, o bacana do filme (que só é bacana mesmo, nada mais do que isso) era o absurdo das situações, que sempre pareciam não encontrar um fim. Só que os personagens do filme tinham um mínimo de realidade no sangue. As situações eram non-sense, mas todos reagiam como pessoas normais (dentro do possível). Algo, que nem de perto, acontece na segunda parte.
Em Se Beber, Não Case! Parte II, tudo é demais. No primeiro filme, um japonês sai de dentro de um porta-malas, pelado e sentando a mão em todo mundo. Agora, ele sai de dentro de uma máquina de gelo. E dá-lhe close para maiores de 18 anos. Aliás, o filme parece um desfile de pênis. A piada até funciona em uma parte da projeção. Mas, alguém deve ter falado no ouvido do diretor que quanto mais, melhor e... deu no que deu. O mesmo acontece com a piada do dente, do primeiro longa. "Vamos trocar um dente por um dedo e fazer o sujeito mutilado encarar isso de forma super de boa"... Claro, como não?
Não vou dizer que todas as piadas do filme são ruins. Uma ou outra coisa acaba funcionando, sabe-se lá o motivo. Mas nada no mundo explica o que fizeram com Alan (Zach Galifianakis), o melhor personagem dos dois longas. Em 2009 ele só era um idiota, agora os três roteiristas do filme resolveram transformá-lo em uma criança. E mimada!
Nos créditos finais fica claro que o filme é um CTRL + C, CTRL + V do primeiro, com anabolizante. Só que Se Beber, Não Case tinha um certo limite, ainda que completamente incorreto. E quando isso é algo muito forçado, simplesmente perde o tesão.
P.S: Até mesmo a melhor piada do primeiro filme, as fotos que mostram tudo o que aconteceu na noite, é repetida aqui. Só o tipo do humor é que não repete.
Por Kelson Douglas.
0 comentários:
Postar um comentário