Muito se falou de Sucker Punch quando o mesmo estava em produção. Afinal, um filme do “visionário” diretor de 300 e Watchmen, teria que ser algo FANTÁRDIGO, não é mesmo?
Pois é. Nesse último fim de semana, vi o longa dirigido e co-roteirizado de Zack Snyder e digo que o filme é legal, mas poderia ser TÃO mais foda que no final foi isso que me incomodou no filme.
Com um elenco de dar inveja a qualquer projeção pornô, Sucker Punch juntou a flor que cresceu e apareceu Emily Browning (de Desventuras em Série, lembra?), com outras beldades como Abbie Cornish, Jena Malone (que fez Na Natureza Selvagem e Donnie Darko, RÁ!) e a famosa da interwebs, Vanessa Hudgens (que também fez High School Music). Além disso, a MILF Carla Gugino também dá as caras. Resumindo, o filme é o sonho molhado de qualquer marmanjo.
A filme conta a história de “Baby Doll” (Emily) que foi internada em um hospício por seu padrasto filho da puta. Para escapar, ela cria um universo único e fantástico em sua mente onde ela elabora estratégias para efetuar esta fuga.
Agora vou entrar com um cadinho de spoiler, então continua só quem quiser.
Apesar da premissa relativamente clichê, o filme é visualmente impecável. Por mais que use e abuse do slow motion, a técnica vulgarizada por Snyder permite que possamos apreciar a riqueza de detalhes de cada cenário criada por Baby Doll, além da beleza dos enquadramentos e das lindezas enquadradas.
Falando em cenário, o filme é o sonho molhado para gamers também, pois cada abstração de Baby Doll – que rola no momento em que ela vai dançar – tem um apelo gamístico foda, indo desde as trincheiras da segunda guerra de Medal of Honor – com um “quê” Steam Punk”, até uma luta épica contra um dragão a la Dragon Age.
No entanto, a riqueza visual se encerra ali, não servindo em nada para compor uma boa história.
Durante o momento em que a vemos no mundo “real”, que ainda sim é uma distorção criada pela própria protagonista, a coisa ainda não convence. As atuações são razas, e no final, o elenco se resume à apenas rostos/corpos bonitos no telão.
Nem mesmo o final salva. Quando o “plot twist” entra em cena, o roteiro já se encontra tão fraco que não tem o mínimo apego do público com as personagens, de forma que “tanto fez, tanto faz”.
Como bônus, cito a campanha externa do filme que foi foda, com muito material extra como curtas animados, imagens promo SENSACIONAIS e um dos melhores jogos via browser que eu já vi. Vale a pena conferir.
Para resumir a ópera, recomendo a todos que assistam Sucker Punch de verdade, mas não na ansia de ver um bom filme com mulheres bonitas, mas de ver mulheres bonitas atirando e lutando em cenários fantásticos: o fetiche de qualquer bom nerd.
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