O Maglore é pop, é MPB e é do róque. Os meninos estão logo ali, na Bahia, fazendo aquela sonzeira que como toda baianisse, é malemolente que só.
Os meninos do Maglore: alegria o ano todo e em fevereiro o mundo é deles
Suas influências passam por John Lennon, Strokes e Mutantes. A gente bateu um papo com o Teago Oliveira (sim, Teago, com E), vocalista da Maglore, que desfila suas cores e sua música agridoce por Belo Horizonte, na próxima quarta-feira, no projeto Quartas de Pegada, uma parceria do Coletivo Pegada com a A Obra.
_Tudo no Maglore parece ser muito pessoal. Desde as letras, até os riffs cheios de paixão, passando pelo encarte do disco. Qual é a história da banda e como essa história está presente no trabalho de vocês? É tudo tão autobiográfico quanto parece?
A história da banda se confunde com a história da nossa vida desde o momento que assumimos que iríamos viver disso. Com a constante ajuda de amigos, parentes e colaboradores nós fomos nos profissionalizando. A autobiografia é uma interpretação plausível, mas existem muitas outras abordagem, como o cotidiano de relacionamentos (“Todos os amores”/”Lápis de carvão”), conceitos existenciais (“Pai mundo” e “Demodê”), filosofias sobre o mercado musical (“Tão além”), discurso sobre manifestação de poder/política (“Megalomania”) e por aí vai.
_Vocês se descrevem como uma banda popular, com referências muito diversificadas. “Música pra cantarolar no chuveiro, nas ruas e nos shows”. Quais são essas influências e referências da banda?
Veja bem, quando se toca no termo música POP hoje em dia é comum os músicos fugirem desse tema ou tratarem com desdém. Isso porque cada vez mais o mercado apresenta uma música pop feita intencionalmente pra se vender, sem alma, decadente, porque precisa de consumo imediato e por isso mesmo acaba adotando uma personalidade repugnante.
Música POP pra nós é apenas uma vertente da qual bebemos fonte, porque ouvimos Beatles, George Harrison, John Lennon, Strokes. Ouvimos Caetano, Chico, Gil, Los Hermanos, Legião Urbana, Belchior, Novos Baianos, Mutantes, etc.
O que são eles? São grandes compositores da música POP (os brasileiros se enquadram em "música popular brasileira")
_Vocês estão presentes na internet, nas redes sociais, e as usam para divulgar suas músicas e shows. Vocês também disponibilizam o álbum “Veroz” para download gratuito no site. Qual a importância da web pra carreira do Maglore?
Disponibilizar o álbum "VEROZ" para download foi um consenso emergencial pra nós. A internet é a única MÍDIA que temos controle efetivo, pois eventualmente estamos em programas de TV e rádio, mas infelizmente não com a frequência, ou melhor dizendo, com o aproveitamento que gostaríamos pra divulgar nosso trabalho.
Por isso tudo, a web é a nossa principal fonte de captação de público, ela trabalha juntamente com os shows ao vivo, e o melhor de tudo está nos fãs, que hoje atuam também como agentes de divulgação do trabalho. Tudo isso espontâneamente, voluntariamente, porque gostam do som. É uma ajuda que nunca dispensaremos.
_Uma das coisas que chamou muito a nossa atenção foi a preocupação estética da banda. A capa do disco, o encarte, o site. É tudo feito com muito cuidado. A arte do Maglore vai além da música, se estende pela estética? Como duas coisas que se completam?
Nós gostamos de arte em geral, e temos muitos amigos que trabalham com design. O capricho visual é só um reflexo também da nossa época. Pra lançar o disco, discutimos muito como sera a estética visual dele. No nosso EP, gostamos muito da sugestão de Igor Alessandro - nosso designer - da inspiração de René Magritte para compor a capa do album.
Dessa vez pesquisamos o argentino Diego Gravinese ( www.diegogravinese.com ) e como queríamos um trabalho de colagem de fotografias com um ambiente retrô (anos 70) vimos no portfólio dele um trabalho muito parecido com o que queríamos. Nosso design aplicou essa idéia de acordo com sua identidade estética e assim saiu a imagem do disco, do encarte, etc.
Acreditamos que som e imagem, quando bem combinados, causam um impacto muito iportante.
Curtiu? Aqui tem o Myspace, Twitter e o site oficial. Pra baixar o álbum Veroz, clique aqui.
Vamo quarta lá nA Obra?
Entrevista e texto with a little help from @leticiaportobh
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