No fundo, eu sou uma velhinha. Por isso, gosto muito dessas cantoras que evocam, em seus trabalhos, a época em que minha alma era jovem. Dois exemplos de minas nesse esquema e que eu amo muito são Amy Winehouse e seu Back to Black e Christina Aguilera com seu Back to Basics. Corta. Adele.
A inglesa acabou de lançar seu segundo disco, 21, que bebe nas fontes da soul music dos anos 70, na negritude e no swing da música negra americana. Opa. Eu disse swing. Adele tem um puta vozeirão, desses de arrebentar qualquer coração quando canta música sofrida. O disco inteiro tem um climão de música velha que é uma delícia, parece muito mais velho do que os trabalhos da Amy ou da Aguilera.
Daí que o disco começa com a deliciosa "Rolling in the Deep" e emenda na safadíssima "Rumour Has It", pra cima, sensacional. Aí vem a terceira música, a balada obrigatória. E aí, meu amigo, o clima pesa. Adele sofre, Adele se declara, Adele grita - e a gente chora. E eu fiquei lá, esperando por um momentão sabe? Aquela música, como comentou comigo o @ThiMnz, que faz a gente cantar junto.
"Mas ela não é alegrinha fofinha mimimi", você diz. Ok, então não me engana colocando duas músicas super pra cima logo no começo da parada. Coloca a felicidade pincelada pelo disco.
21 é um disco calmo. Calmo até demais. Dentro da proposta de ser velho, é maravilhoso, mas é meia bomba. As divas antigas se jogavam na vida. Em Back to Black, Amy Winehouse sofre e chora, mas vai pro buteco pra se divertir e tentar esquecer os problemas. Em Back to Basics, Aguilera também sofre, também chora, mas sai toda "Still Dirty" atrás de um "Candyman".
Adele é linda, tem uma voz maravilhosa, tá conquistanto o mundo. Mas precisa se divertir mais. Porque minha alma é de velhinha, mas meu corpo não.
Então se você é desses que sofre no quarto ouvindo música deprê, baixe compre já. Se você quer a noite e a felicidade, deixe pra ouvir quando estiver de ressaca.
Dica do nosso leitor Felipe Castro
3 comentários:
ela é ótima <3
No que ela se propôs a fazer, não há ninguém melhor do que ela.
Som delicioso, Laranja!
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