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terça-feira, 16 de novembro de 2010

A intimidade do Massive Attack

massiveeam

Sempre que se comenta sobre o Massive Atack, alguém vem com a sacada de dizer que eles fazem um tipo de música que é perfeito para ser trilha sonora de sexo. Eu me incluo no grupo de pessoas que fazem esse tipo de comentário. Assim, se uma música do Massive Atack é trilha para fazer sexo, o show da banda pode ser comparado a uma noite massiva de sexo non-stop.

No meu caso, uma noite de sexo casual com aquela pessoa que eu sempre via na balada mas nunca sabia muito bem como era, de onde veio e para onde vai. E aí a pessoa te conquista aos poucos e a noite começa devagarzinho e logo explode como uma bomba sensorial que te faz sentir um misto de desejo e satisfação ao mesmo tempo. Daqueles momentos em que você não sabe se quer aumentar o ritmo ou manter como está, porque está bom. Está muito bom.

E aí a pessoa para tudo e vem com um papo ideológico, político e quase chato, discutindo as mazelas do mundo e a futilidade das celebridades. Mas você não se importa, porque está tudo fluindo tão bem, a conectividade é tanta que, dentro daquele contexto, até comentar a quantidade de dinheiro que é gasta durante uma guerra pode ser sensual, sexual, sensorial.

E assim, casual como chegou, a pessoa que te conquistou vai embora, deixando frescos na memória fragmentos de uma noite quente, dessas que não se tem todo dia. E você fuma um cigarro e volta pra sua vida normal, esperando ansiosamente por um reencontro.

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1 comentários:

Rick Lopez disse...

Lendo esse post, lembrei de uma fatídica noite no UP, superman, setlist perfeito, e noite fail, sem encontro quem dirá reencontro.
Lembra? No outro dia, depressão.

 
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