Eram muitas bandas, muita coisa rolando ao mesmo tempo, e é claro, não deu tempo de ver nem a metade. Por isso, vamos postar apenas os shows que vimos.
No primeiro dia, chegamos logo no inicio do show do Mutantes.
MUTANTES
- Mell: show morno, tilelê demais pra mim, mas todo mundo cantou junto os grandes clássicos.
- Craviée: Ok... nunca fui fã das bandas oldschool do Brasil, tirando algumas coisas é claro. Mutantes entra na lista... como a Mell disse, tilelê demais para mim. Tinha até as roupas do Principe da Pérsia e tals. Apesar disso, tenho de dar o braço a torcer, os caras mandaram muito bem.
LOS HERMANOS
- Mell: Doa a quem doer, Los Hermanos é foda e sempre será. O show serviu pra mostrar que, mesmo anos longe do palco, eles ainda fazem o dever de casa, e é por isso que são tão amados pelos seus fãs. Tenho esperança de que, depois desse show, eles ainda voltam.
- Craviée: Nunca fui fã dos Losermanos... rs... apesar de achar algumas músicas legais. Os fãs tem parcela de culpa disso: me nego a ser parte de um grupo de fãs tão acéfalos como os dos Los Hermanos. No entanto foi um show bacana que eu curti na medida do possível. E para aqueles que disseram que eles foram burocráticos no Radiohead, afirmo aqui que esse tipo de show não rolou no SWU. E tenho dito.
THE MARS VOLTA
- Mell: Meus pés tavam doendo tanto que eu assisti a maior parte do show sentada. Não gostei tanto assim, mas não foi ruim. Deviam ter tocado Televators.
- Craviée: Acredito que foi a banda incompreendida do evento... foi o que teve o menor público dentro das que estavam no palco principal. Apesar de não terem tocado as músicas que eu gostaria de ouvir, o show foi fenomenal. Foi o primeiro show que fez eu sentir que a grana gasta valeu a pena.
RAGE AGAINST THE MACHINE
- Mell: Du-ca-ra-lho. Tive medo que virasse um Woodstock 99 quando começou a dar pau no som e derrubaram a área VIP, mas tudo correu bem. E definitivamente Tom Morello não é desse planeta. Toca DEMAIS.
-Craviée: Se não fosse o grande número de problemas técnicos que ocorreram ao longo do show, agindo como um completo anti-climax, seria um dos melhores shows do evento. Ainda sim, a banda foi impecável. Zakk e Morello tinham o público na mão, ao ponto de resolver os problemas de empurra empurra que rolaram no meio do público. É aquela história... teve problemas? Sim, vários. Mas Rage continua sendo Rage.
A gente até tentou ficar pra assistir o set do DJ Marky, que foi precedido por uma apresentação bacanuda com bailarinos e LEDs, mas o sono tava grande e voltamos pra barraca.
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DIA 02
Chegamos um pouquinho mais cedo, na metade do show do Sublime With Rome.
SUBLIME WITH ROME
- Mell: Shirley. Eu e todo mundo só conhecíamos Santeria. Não dá nem pra avaliar se o show foi bom.
- Craviée: Ahh... pelo menos eles tocaram Santeria. Ponto.
REGINA SPEKTOR
- Mell: Era o show que tinha me feito sair de casa e desembolsar tantos dinheiros. Inexplicável. Embora eu ache que a Regina se daria muito melhor em um palco pequeno, ela merecia a grandiosidade do Palco Ar. Exatamente como eu imaginava, e por isso mesmo, foi um show regado a lágrimas. A cada música, eu chorava mais e mais. Queria que tivesse sido menos “Far” e mais “Soviet Kitsch” e “Begin to Hope”. Mas foi perfeito.
- Craviée: Simplesmente sensacional... me emocionei com o show o tempo todo, apesar de não ser um fã dela. No entanto, era impossível não se surpreender com a força e com a sutileza das canções dela. Show fantástico que entrou pra história.
JOSS STONE
- Mell: Eu fiquei tão abalada com o show da Regina Spektor que tive que andar pra espairecer. Com isso, perdi grande parte do show da Joss Stone, mas tive a oportunidade de pegar o finalzinho e sinceramente, fiquei impressionada. A mulher é uma negra que desbotou. Haja voz. E com uma banda impecável para acompanhar.
- Craviée: Negona que jogaram na água sanitária. Um dos melhores shows e o que mais me surpreendeu. Não conhecia nada dela, mas depois do show me tornei fã. Canta pra caralho, muito, muito, muito linda, simpática, com presença de palco de dar inveja além de um charme sem igual. Um dos melhores shows do festival com certeza.
DAVE MATTHEWS BAND
- Mell: Sensacional. Deixando meu fanatismo pela Regina à parte, num modo geral, DMB foi o_show da noite. E eu chorei 500 litros quando eles tocaram Crash Into Me.
- Craviée: Dividia com Queens of the Stone Age a posição de show mais esperado por mim. Putz... chorei como uma criança quando tocaram Two Steps. DMB é a banda com os músicos mais competentes do festival e o show só fez provar isso. Os caras foram tão fantásticos que eles acabaram sendo a única banda que tocou um bis, extrapolando dessa forma o tempo de cada banda para o festival. Precisa dizer mais?
Não fizemos questão alguma de assistir Kings of Leon. A barraca tava bem mais convidativa.
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Dia 03:
Fomos direto para a tenda Oi Novo Som ver o show do Autoramas, mas alguns percalços fizeram com que a gente pegasse só as últimas músicas.
AUTORAMAS
- Mell: Não entendo como Black Drawing Chalks e Macaco Bong vão pra palco principal e Autoramas fica em palco alternativo. A banda é foda, o show deles sempre é excelente, e eles até sabem que “The Bird is the Word”.
- Craviée: Sou suspeito para falar de Autoramas. Tive a honra de tocar com a minha banda com o Gabriel, o que fez com que eu me tornasse mais fã ainda dos caras. Banda sensacional. Fez a galera pirar como sempre. Diria que é a melhor banda independente do Brasil. Não entendo como eles não estouraram aqui ainda.
AVENGED SEVENFOLD
- Mell: Pééééssimo. Sem mais.
- Craviée: Metal realejo, ou Speed Metal da família Restart. Os caras são muito bons, mas falta a verdadeira pegada Metal. Quem diz isso é um cara que foi metaleiro um bom tempo. Mesmo com o Mike Portnoy na bateria, ainda sim banda de "Jonathan".
INCUBUS
- Mell: Teria valido só pelo deliciosissimo Brandon Boyd, mas pra completar, teve 90% das músicas que eu queria ouvir. Gritei, berrei, nem vi o tempo passar. E na hora que eles deixaram só a platéia cantando "Drive", arrepiei por completo. Dos melhores shows do festival todo.
- Craviée: Show ducaralho, apesar de não ter ouvido as músicas que eu gostaria de ouvir de verdade. Mas os caras mesclaram bem o agressivo com o mais intimista. E o mais importante, tocaram Drive. Palmas!
QOTSA
- Mell: Apesar de injustiçados com 1 hora de atraso, problemas no telão e redução do set, o QOTSA mostrou a que veio, fechando com chave de ouro o (meu) SWU.
- Craviée: Melhor show do evento? Ainda não sei. Uma das bandas mais aguardadas por mim? Com certeza. Apesar do atraso de quase uma hora, e um show encurtado por problemas técnicos, QOTSA foi a pedrada mas pesada do evento (chupa Cavaleira Conspiracy). Riffs animais com a voz tranquila, mas nem por isso leve de Josh Hommes. Pra mim, metade do dinheiro gasto foi para o Dave Matthews, e a outra metade para QOTSA. Longa vida à Rainha...
Depois disso, chegou a hora de pegar as malas e partir rumo ao aeroporto. Queria ter visto Linkin Park e voltado aos meus 14 anos, mas não podia arriscarmos a perder o vôo.
E assim foi o nosso SWU. Muitos percalços, mas muitos shows bons pra compensar.
1 comentários:
Pra mim o show do Incubus foi o melhor de todos. Não acreditei na hora que eles começaram a tocar "Are you in?" e quase morri de tanto gritar, cantar e chorar o show inteiro....Per-fei-to!
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