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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

a iluminada (ou: o disco novo da Shakira)

shakira_saleelsol Para desespero dos executivos, o disco novo da Shakira chegou aos sites de downloads na semana passada - oficialmente chegou às lojas ontem.

Pois bem, Shaki anunciou lá no meio do ano que seu próximo disco seria um retorno às raízes latinas que a consagraram e que o disco seria cantado em espanhol. Só com isso a gente já ficou loca, porque por mais que eu goste dessa fase piriguete americanizada pela qual ela vinha passando, prefiro muito mais ela cantando em espanhol e cheia de referêcia aos ritmos latinos - que, convenhamos, são bem mais rebolantes que os tum-tss-tum do hip hop.

Daí que Sale el Sol cumpre muito bem a promessa. O disco é praticamente inteiro cantado em espanhol, e praticamente todo ele é calcado no merengue, com muitos metais e cordas latinos até o último fio de cabelo.

"Loca", música escolhida para ser o primeiro single, não é a melhor música do disco, mas resume bem a sensação e o espírito deste trabalho. É um disco que dá vontade de dançar - de preferência, a dois.

Há algumas pérolas, como "Gordita", que já nasce hino das bem resolvidas com o peso - e com a sexualidade. "Antes de Las Seis" e "Mariposas" remetem à melhor fase de Shakira, quando ela ainda era uma jovem acompanhada de um violão que cantava sobre o amor.

O prêmio de melhor música vai, sem pensar duas vezes, para "Rabiosa", com participação do El Cata (que também canta na versão em espanhol de "Loca"), que tem um ritmo delicioso e uma sensualidade latina incrível. Ra-tá-tá.

Em "Devocion" e "Islands", resquícios da fase pop-rock de Laundry Service são muito bem vindos e não destoam do restante do disco. Aliás, coerência é uma palavra que define bem Sale el Sol. Aqui não temos uma cantora tentando se adaptar a um mercado, como aconteceu nos últimos trabalhos da Shakira. Ao contrário, a sensação que passa é que ela está falando "olha, vocês me aceitaram e me conheceram, que bom, agora eu vou fazer o que gosto, obrigada".

Claro, há alguns deslizes, como a versão em inglês de "Rabiosa" e "Loca", onde a insistência dos executivos por uma opção comercial faz com que a música se perca completamente numa língua que não foi feita para ser cantada tão rápido e não tem a fluidez necessária para se encaixar num ritmo como o merengue. Fora que "come closer" é muito mais sem graça do que "yo soy rabiosa".

A dica é pular as versões em inglês e os chatíssimos remixes de "Waka Waka" (graças a Deus são as últimas faixas do disco), pegar um mojito, abraçar o primeiro que passar na sua frente e sijogar no mambo.

shakira Ra-tá-tá.

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1 comentários:

Jéfi disse...

exatamente a minha opinião!

 
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