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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Black Eyed Peas, o quarteto fantástico

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Fergie sua linda, Will seu querido

Se o mundo está um caos, se as pessoas não têm mais amor no coração (onde está o amor, afinal?), se o universo da música está um tédio, chame o Black Eyed Peas.

Quando a nave verde dos heróis do futuro aterrissou no Mega Space, em BH, anunciando “Bem vindos a The E.N.D. Não entre em pânico, não há nada a temer”, as pessoas relaxaram e entraram na onda, porque sabiam que nem tudo estava perdido. Nem o atraso de quase uma hora desanimou o público, que assistiu embasbacado à performance de will.i.am, Fergie, Taboo e Apl, que chegaram ao palco como dignos viajantes do tempo, sob luzes que lembravam os teletransportes de Jornada nas Estrelas.

Numa apresentação toda trabalhada no auto-tune (aquele efeito metálico na voz dos cantores), que levou a platéia ao delírio com todos os hits da banda, como “Boom Boom Pow”, “Imma Be” e “My Humps”, os BEP mostraram que são muito mais do que um bando de rappers ao lado de uma mina gostosa.

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Taboo seu sensual, Apl sua bicha linda

Apaixonado pela cultura brasileira, durante todo o show, will.i.am, o líder do grupo, fez citações ao nosso país. Cantou “Chove Chuva”, de Jorge Ben, chamou as meninas de “gostosas” e substituiu os “ass” das letras das músicas pelo nosso “bunda”, e no final arriscou uma versão divertida do “Rap das Armas” (aquela do pará pá pá).

Acompanhados de uma banda, um DJ e sete dançarinas – além de quatro mulatas belorizontinas que subiram ao palco durante “Mas Que Nada” – will.i.am e sua trupe futurista provam que ainda há salvação para o entretenimento.

Durante duas horas, não houve perigo que nos amedrontasse, os Black Eyed Peas estavam ali para nos proteger de qualquer perigo.

Fotos: Carlos Hauck, da Revista Ragga.

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