Fergie sua linda, Will seu querido
Se o mundo está um caos, se as pessoas não têm mais amor no coração (onde está o amor, afinal?), se o universo da música está um tédio, chame o Black Eyed Peas.
Quando a nave verde dos heróis do futuro aterrissou no Mega Space, em BH, anunciando “Bem vindos a The E.N.D. Não entre em pânico, não há nada a temer”, as pessoas relaxaram e entraram na onda, porque sabiam que nem tudo estava perdido. Nem o atraso de quase uma hora desanimou o público, que assistiu embasbacado à performance de will.i.am, Fergie, Taboo e Apl, que chegaram ao palco como dignos viajantes do tempo, sob luzes que lembravam os teletransportes de Jornada nas Estrelas.
Numa apresentação toda trabalhada no auto-tune (aquele efeito metálico na voz dos cantores), que levou a platéia ao delírio com todos os hits da banda, como “Boom Boom Pow”, “Imma Be” e “My Humps”, os BEP mostraram que são muito mais do que um bando de rappers ao lado de uma mina gostosa.
Taboo seu sensual, Apl sua bicha linda
Apaixonado pela cultura brasileira, durante todo o show, will.i.am, o líder do grupo, fez citações ao nosso país. Cantou “Chove Chuva”, de Jorge Ben, chamou as meninas de “gostosas” e substituiu os “ass” das letras das músicas pelo nosso “bunda”, e no final arriscou uma versão divertida do “Rap das Armas” (aquela do pará pá pá).
Acompanhados de uma banda, um DJ e sete dançarinas – além de quatro mulatas belorizontinas que subiram ao palco durante “Mas Que Nada” – will.i.am e sua trupe futurista provam que ainda há salvação para o entretenimento.
Durante duas horas, não houve perigo que nos amedrontasse, os Black Eyed Peas estavam ali para nos proteger de qualquer perigo.
Fotos: Carlos Hauck, da Revista Ragga.
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